As últimas novidades de Parajuru
O fiasco dos investidores austríacos em Parajuru!
Depois de sugerirem o fechamento da escola de kite surf, as autoridades brasileiras acabam por interditar o funcionamento de seu hotel, este também não conforme a legislação brasileira.
Na Austria, Giselle Wisniewski cai nas malhas de um controle fiscal ligado ao Buwog affaire (escândalo de desvio de dinheiro público). O ministério do trabalho austríaco começa uma investigação sobre o estatuto de trabalho dos jovens de Parajuru em seu hotel na Austria.
Peter Hochegger será obrigado a reembolsar os 1, 9 milhões que ele deixou de declarar ao fisco e deverá vender suas propriedades em Parajuru.
Sua grande propriedade de luxo foi colocada a venda na internet pelo preço de 2,5 milhões de reais (1,1 milhões de euros). http://www.lubbadimoveis.com/anuncio.php?c=&s=&id=50&lng
De acordo com o CUB – CUSTO UNITÁRIO BÁSICO DE CONSTRUÇÃO do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará, a tal propriedade deve ter custado em torno de 720 000 reais (313 000€). Temos então um lucro de 800 000 €, e isto apenas nesta única casa ! Se ele conseguir vender seus 80 ha de terras, comprados a 0,5 € le m2, por 15 € le m2 (valor dado pela própria Giselle Wisniewski a TV austríaca), ele fará um lucro excepcional de 10 milhões de euros!
Moral da história: Peter Hochegger não irá nunca para prisão e viverá alguns bons anos por conta dos milhões feitos as custas dos contribuintes austríacos e do povo de Parajuru que, obviamente, não verá nem um centavo de todo este dinheiro.
No calor dos acontecimentos, Giselle Wisniewski anuncia o fechamento do dito « projeto social ». Em carta a população e numa reportagem difundida pela TV local, os investidores austríacos acusam José de ser o principal responsável por todos os seus problemas. Alguns dias depois, os investidores organizam uma manifestação pró projeto e convidam uma rede de TV local.
A reportagem tem um propósito claramente orientado, e não respeita uma das regras de base do jornalismo, a saber, dar a palavra as duas partes interessadas. Além disso, as imagens do filme de José foram utilizadas sem autorização. Este canal de TV (Record) é controlado por uma igreja evangélica bastante influente no Brasil.
Evidentemente, nem em sua carta, nem na tal reportagem, são abordados os problemas que enfrentam o grupo de investidores com as autoridades austríacas e brasileiras: lavagem de dinheiro, corrupção, exploração de mão de obra barata, desrespeito ao meio-ambiente e das leis, no Brasil e na Austria. Nós condenamos este tipo de atitude, que faz a população de refém num jogo de chantagem ao emprego, que visa tirar o foco do verdadeiro problema. Esta estratégia é fadada ao fracasso, pois nem as autoridades, nem a população de Parajuru são assim ingênuas.
Para maiores esclarecimentos, basta que façam a comparação entre as duas reportagens, a da TV austriaca e a exibida pela TV local: a diferença é edificante!
Uma reportagem bombástica sobre o esquema de especulação imobiliária em Parajuru acaba de ser exibida pela televisão nacional austríaca, ORF.
Esta reportagem inicia-se com o recebimento de uma carta enviada pela famosa atriz alemã Hanna Shygulla a redação do canal ORF. A atriz apóia nossa campanha desde o inicio.
A reportagem revela o esquema de lavagem do dinheiro desviado dos fundos públicos do governo austríaco, um escândalo chamado BUWOG.
No centro do BUWOG affaire está Peter Hochegger, primo de Gisela Wisniewski, a principal responsável pelo dito “projeto social” em Parajuru e em nome de quem foram lançados os 8 processos judiciais que venho tendo que responder no Brasil. Sabe-se que o lobista Peter Hochegger investiu 1,6 milhões de euros na região de Parajuru. Este dinheiro segiu um caminho da Austria para um empresa no Chipre até chegar nas contas de Gisela Wisneiewski no Brasil. Agora sabemos que este grupo tem ligação com Jorg Haider (partido de extrema direita, morto num acidente de carro há 2 anos na Austria). A justiça austríaca descobriu a pista de 45 milhões de euros em contas no Liechtenstein. Encontramos o nome de Peter Hochegger diversas vezes relacionado.
A reportagem confirma que a criação do dito “projeto social” mascara o objetivo maior de um grande projeto de turismo – que implica inclusive a construção ilegal em área de reserva permanente - e de especulação imobiliária. Numa das entrevistas exibidas na reportagem fica clara a intenção dos especuladores de transformarem a zona de preservação, hoje administrada pela comunidade, numa área de grandes construções de casas e um lago. Atualmente esta área ajuda na complementação da renda familiar através do cultivo dos viveiros de camarão.
Nesta reportagem, Gisela explica como ela comprou os terrenos em Parajuru a 0,50 de euro o m2 e lhes revendeu a 15 euros o m2; ela diz ainda, que em breve o preço poderá chegar a 100 euros o m2.
Numa outra parte da entrevista, ela afirma que os jovens de Parajuru antes da chegada do “projeto social”, não sabiam sequer comer com garfo e faca. Este tipo de declaração é grave, desconsidera e mostra o profundo desrespeito para com a comunidade.
Certamente, esta reportagem dará grande visibilidade internacional a este escândalo. Nosso próximo objetivo será atingir a imprensa nacional brasileira!
Dinheiro sujo em Parajuru
Paralelamente a isto, em setembro de 2009, um escândalo de desvio de dinheiro público veio à tona na Áustria, e a surpresa: este escândalo implicava um dos investidores do projeto de negócios instalado em Parajuru, Peter Hochegger, próximo a Gisele. Segundo a justiça austríaca, ele estaria implicado no desvio de 9,5 milhões de euros em um affaire de venda de imóveis pertencentes ao governo austríaco: o Buwog-Affäre. O ex-ministro de finanças austríaco é um dos outros implicado.
Um jornal austríaco Wirtschaftsblatt.at (15/02/2010), afirmou que 1,6 milhões de euros de Peter Hochegger foi investido em Parajuru, com a construção de um imenso condomínio, compra de terras (40 há) e com o controle de 25% do capital da empresa austríaca que gera os negócios em Parajuru.
A reação das autoridades brasileiras
Em razão de uma queixa realizada pela Associação dos moradores, a construção da escola de kite surf foi declarada ilegal pelas autoridades, pois se encontra numa área de reserva permanente. Uma multa de 15 000 reais foi emitida e a demolição da barraca foi pedida pelo IBAMA, bem como uma indenização por prejuízo ambiental causado. O caso vêm sendo instruído pelo Ministério Público brasileiro, mas a escola de kite-surf continua em funcionamento.
Reação do grupo Estrela do Mar ao artigo no blog oesquema
Alfred Kurt Slabihoud 29/03/10
“Prezados senhores,
Tal matéria esta cheia de erros e mentiras como também falácia e ma informações. Gostaria de ter a possibilidade de corrigir os erros e informar a verdade caso os senhores tenham o interesse em saber a verdade e divulgá-la, como sei e tenho certeza que tem.
O tal espanhol foi pago por um grupo de empresários do ramo de camarões e viveiros para que crie este documentário de mentiras com o único objetivo de expulsar um grupo empresarial Paraíso do Sol da região. Tal em razão do que segue:
1. O Grupo denunciou os produtores de camarão e mas declarou o interesse dele para refazer toda a área degrada pagado do seu próprio bolso. O IBAMA já foi para a região e autuou os tais empresários varias vezes só que nunca passa da mesma lenga lenga de autuação de desconsideração ao IBAMA por parte deles pois os mesmo sempre se declaração acima da lei e dizem controlar do fiscal do IBAMA ao promotor de justiça – fato que não acreditamos.”
Não responderemos a este tipo de alegação, sobretudo quando sua intenção é a de tentar orientar o "conflito" para um espaço outro do que o da argumentação clara sobre os verdadeiros conflitos em jogo. Este tipo de afirmação é grave, pois além de ser desprovido de qualquer fundamentação, coloca em dúvida a índole da Associação dos Produtores de Parajuru, além de levantar suspeitas de corrupção em um orgão estatal, o IBAMA, e o judiciário brasileiro.
Esse texto-resposta dos empresários foi enviado ao IBAMA, ao Ministério Público, a Associação dos Produtores de Parajuru, aos advogados de José Huerta no Brasil e da Produtora francesa.
Resposta da associação dos produtores de parajuru:
A Associação comunitária dos Produtores de Parajuru, vem por meio deste, esclarecer as várias calúnias lançadas pelo grupo empresarial Paraíso do Sol. Nos fatos que seguem a seguir:
• Segundo o grupo empresarial “O tal espanhol foi pago por um grupo de empresários do ramo de camarões e viveiros para que crie este documentário de mentiras com o único objetivo de expulsar um grupo empresarial Paraíso do Sol da região“ . Frente as mentiras citadas acima, queremos deixar bem claro a todos, que a mesma é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha com projetos de complementação de renda familiar de seus associados, e visa o desenvolvimento da comunidade por diversas áreas. E também queremos esclarecer que não temos o objetivo de expulsar nenhum grupo empresarial. E que nós participamos do Filme do Sr. José Huerta sem nenhum pagamento de sua produção, o fizemos por acharmos importante esse trabalho para a comunidade.
• Também o grupo cita que a Associação controla o IBAMA e o Promotor de Justiça. A realidade não é essa, isto é uma mentira sem precedentes, pois a nossa entidade jamais desconsiderou o IBAMA e os órgãos competentes de nosso país, sempre solicitamos a presença deles, para que os mesmos resolvam os problemas que estão ilegais em nossa comunidade. E tampouco, controlamos qualquer órgão governamental e não estamos acima da lei Federal, somente trabalhamos buscando a melhoria e preservação do Meio Ambiente Local.
Sobre a audiência do primeiro processo do 5 de maio
Aconteceu, em instância criminal, a audiência do primeiro processo. A sessão durou mais de 2 horas. Como não houve, anteriormente, uma sessão de conciliação, o juiz decidiu fazê-la naquele momento.
Os investidores austríacos pediram, como forma de conciliação, que eu efetuasse um trabalho voluntário na escola de línguas e que eu assumisse os custos da merenda das crianças durante um mês! Nossos advogados rejeitaram esta proposta, pois consideramos que o filme não traz nenhum propósito difamatório, muito menos de ordem criminal.
Em seguida, seguiu-se com o testemunho da parte contrária. Nossas testemunhas residem todas na França (produtor, engenheiro de som, etc). Nossos advogados fizeram a demanda de que nossas testemunhas fossem ouvidas na França. Neste momento estou impossibilitado de ir ao Brasil: me caso no dia 15 de maio e, com Vivi, aguardamos a chegada de nossa filha no início de junho.
A primeira testemunha deles, uma jovem que trabalha no hotel do grupo de investidores, perdeu um pouco sua credibilidade, já que foi apontado que ela me atacava em um outro processo. No entanto, o juiz a interrogou e, num determinado momento, perguntou se ela tinha qualquer coisa contra mim. A testemunha respondeu que não. Uma boa resposta para alguém que ataca uma outra pessoa na justiça!
A segunda testemunha, idem. Foi a companheira do gerente do projeto de investidores ; que, por sua vez, é a diretora da escola de línguas. Ela me ataca na justiça num outro processo. No mais, devemos marcar que todas as testemunhas designadas por eles, ou estão implicadas em outros processos que movem contra mim, ou trabalham diretamente para este grupo. Bem como seu grupo de advogados; estes são também os mesmos que trabalham para o grupo de investidores austríacos.
O juiz se mostrou íntegro e conduziu bem o debate. Isto é uma boa notícia !
Uma outra audiência foi fixada para o dia 4 de agosto.